Caldeirão Encantado de Anwamanë

Vivendo a Arte


Quarta-feira , 18 de Junho de 2008


ANKH

Ankh, conhecida também como cruz ansata, era na escrita hieroglífica egípcia o símbolo da vida. Conhecido também como símbolo da vida eterna, era usada pelos egípcios para indicar a vida após a morte.

Hoje, é usada como símbolo pelos neopagãos e também para obtenção de vida plena, sucesso e proteçãoFunciona melhor se for feito de madeira, metal e faiança.

A forma do ankh assemelha-se a uma cruz, com a haste superior vertical substituída por uma alça ovalada. Em algumas representações primitivas, possui as suas extremidades superiores e inferiores bipartidas.

Ao que tudo indica, surgiu na Quinta Dinastia egípcia. No túmulo de Amenhotep II, vemos o Ankh sendo entregue ao faraó por Osíris, concedendo a ele o dom da imortalidade, ou o controle sobre os ciclos vitais da natureza, ou seja, o início e fim da vida. Em algumas situações, é encontrado próximo a boca das figuras dos deuses, neste caso significa um Sopro de Vida. Na tumba de Tutankhamon, foi encontrado um porta-espelho na forma de Ankh, já que a palavra egípcia para espelho também é Ankh. Sua presença também é marcante em objetos cotidianos, como colheres, espelhos e cetros utilizados pelo povo do Egito.

Quanto ao seu significado, há várias teorias.

Muitas pessoas vêem o ankh como símbolo da vida e fertilidade, representando o útero.

Em outras interpretações, representa a união entre as divindades Osíris e Ísis, que proporcionava a cheia periódica do Nilo, fundamental para a sobrevivência da civilização. Neste caso, o ciclo previsível e inalterável das águas era atribuído ao conceito de reencarnação, uma das principais características da crença egípcia.

Há ainda quem o veja como representação do laço da sandália do peregrino, ou seja, aquele que quer caminhar, aprender e evoluir.

A alça oval que compõe o ankh sugere um cordão entrelaçado com as duas pontas opostas que significam os princípios feminino e masculino, fundamentais para a criação da vida. A linha vertical que desce exatamente do centro do laço é o ponto de intersecção dos pólos, e representa o fruto da união entre os opostos.

O ankh manteve sua popularidade, mesmo após a cristianização do povo egípcio a partir do século III. Os egípcios convertidos ficaram conhecidos como Cristãos Cópticos, e o ankh (por sua semelhança com a cruz utilizada pelos cristãos) como um de seus principais símbolos, chamado de Cruz Cóptica.

Apesar de sua origem egípcia, ao longo da história o ankh foi adotado por diversas culturas. No final do século XIX, o ankh foi agregado pelos movimentos ocultistas que se propagavam, além de alguns grupos esotéricos e as tribos hippies do final da década de 60. É utilizado por bruxos contemporâneos em rituais que envolvem saúde, fertilidade e divinação; ou como um amuleto protetor de quem o carrega. O ankh também foi incluído na simbologia da Ordem Rosa-Cruz, representando a união entre o reino do céu e a terra. Em outras situações, está associado aos vampiros, em mais uma atribuição à longevidade e imortalidade. Ainda encontra-se como uma alusão ao nascente-poente do Sol, simbolizando novamente o ciclo vital da natureza.

Simbolo da Vida
Simbolo da Vida

O ankh popularizou-se no Brasil no início dos anos 70, quando Raul Seixas e Paulo Coelho (entre outros) criaram a Sociedade Alternativa. O selo dessa sociedade possuía um ankh adaptado com dois degraus na haste inferior, simbolizando os "Degraus da Iniciação", ou a chave que abre todas as portas.

Escrito por Finduilas Anwamanë às 11:10:55
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Amuleto

AMULETO
O amuleto é um objeto que foi deixado em seu estado virgem e psiquicamente carregado, com um propósito específico. Os amuletos são passivos em suas habilidades para comunicar padrões de energia. Eles só reagem ou retalham quando algo atravessar suas barreiras. Por exemplo, a ferradura pendurada sobre a porta só traz sorte àquele que passar por baixo dela.
Quase todo objeto simbólico - pedras especiais, conchas, esculturas de madeiras, estátuas - pode ser convertido em um amuleto. Para carregá-lo, segure-o, pense sobre o que deseja que o objeto represente e visualize-o, fazendo com que ele se torne um símbolo desse conceito, impondo-lhe sua atenção.
 
 
Fonte: O Grande Livro de Magia da Bruxa, Lady Sabrina, Editora Madras
 

Escrito por Finduilas Anwamanë às 10:42:11
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Terça-feira , 17 de Junho de 2008


Yule

21 de junho no hemisfério Sul e 21 de dezembro no hemisfério Norte

 

Também conhecido por Natal, Ritual de Inverno (meio do inverno) e Alba Arthan, esse é o Sabat do Solstício de Inverno, a noite mais longa do Ano. A partir desse dia, o Sol se aproxima da Terra e as noites passam a ser mais curtas, sendo a escuridão vencida pela luz, ou o Deus do Azevinho (Senhor das Sombras) vencido pelo Deus do Carvalho (o Rei do Sol, a Criança da Promessa).

É quando a Deusa, celebrada em seu aspecto de Grande Mãe dá à luz seu Filho-Deus, honrado como a Criança da Promessa, renovado e forte, que vem para trazer Luz ao mundo e livrá-lo da escuridão da morte ocorrida em Samhaim.

No hemisfério Norte, a data é comemorada em 21 de dezembro e foi aproveitada pela religião Cristã para determinar o nascimento de Jesus Menino, que veio ao mundo como um Deus criança, com promessa de alegria, salvação e renovação. O Natal Cristão é, nada mais, que uma cópia do Natal Pagão, celebrado muito antes da era Cristã.

Tendo deixado o velho morrer e o desgastado ir embora em Samhain, em Yule é tempo de reencontrar a esperanças, pedindo para que os Deuses rejuvenesçam nossos corações, concedam novas oportunidades, força e coragem para deixarmos o novo nascer em nossa vida, sem medo do desconhecido e imprevisto. Seja qual for a dificuldade enfrentada no momento, é hora de confiar na Luz que está nascendo para solucionar os problemas e vencer os obstáculos.

São também celebrados o amor, a união da família e realizações do ano que passou.

Fase ideal para realização de feitiços e amuletos voltados para a proteção.

Coloque flores e frutos da época no altar. Acenda velas para celebrar o retorno da luz,  de preferência vermelha e verde-escuro como símbolo da Grande Mãe e do Deus Menino. Pode ainda fazer
guirlandas e enfeitar árvores,  costumes praticados pelos pagãos, que tinham a árvore como sagrada, a ponto de nomear os meses.

São ervas, árvores, frutas e flores típicas do Yule, o louro, a hera, a camomila, o alecrim, o cardo-santo, a sálvia, o zimbo, o pinheiro (lembrando da árvore de natal montada no hemisfério norte), o azevinho, o olíbano, o junípero, a castanha, a maçã, a pera, o melão, a uva, a noz, a sempre-viva, o visco, o musgo, o carvalho e a salvia. É costume servir carne de porco e peru assado, além de vinho, champagne e chá de gengibre e hibisco.  As cores são dourado, vermelho, branco e verde-escuro. Pedras usadas: olho-de-gato, granada e rubi. Incensos: Mirra, Absinto, Pinus, Almiscar e os produzidos com as plantas, ervas e flores do ritual.

Escrito por Finduilas Anwamanë às 22:28:32
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